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CRONOLOGIA :

31/10/1895
- Nascimento de Oswaldo Goeldi no Rio de Janeiro;

1896 - Segue para Belém do Pará;

1901
- Vai para a Suíça;

1915
- Oswaldo ingressa na Politécnica de Zurique e começa a desenhar;

1917
- Oswaldo abandona a Politécnica e entra para Ëcole des Arts et Metiers"em Genebra;

1919
- Regressa ao Brasil;

1921
- Exposição de Oswaldo Goeldi no Liceu de Artes e Oficios no Rio de Janeiro;

1924 - Oswaldo Goeldi faz ilustrações para Ö Malho"e "Para Todos" - e inicia seus estudos da gravura com Ricardo Bampi;

1926
- Oswaldo Goeldi envia alguns de seus trabalhos para Alfred Kubin. E o mesmo aconselha-o a expor na Europa;

1928
- Oswaldo Goeldi faz ilustrações para "Canaan"de Graça Aranha;

1929
- Oswaldo Goeldi faz ilustrações para "O Manque"de Benjamim Costallat;

1930
- Oswaldo Goeldi faz um album com 10 gravuras prefaciadas por Manuel Bandeira, viaja para a Europa e expõe na Galeria Kunst-Klipstein em berna e na Galeria Werthein em Berlim;

1930/1931
- Oswaldo Goeldi Viaja para Zurique, Berna e Berlim onde participa de exposições ao lado de Matisse, Utrillo, Waroquier e Leo Long. Ezpõe também no Atelier de Kummerly, Mury, Suiça;

1937
- Oswaldo Goeldi ilustra o livro Cobra Monato"de Raul Bopp, e inicia com a cor na gravura;

1938
- Oswaldo Goeldi expõe em Beldam-PA, Salvador-BA, e Rio de Janeiro, organizada por Di Cavalcanti, Anibal Machado e Santa Rosa;

1941
- Oswaldo Goeldi ilustra o Suplemento Literário Autores & Livros - publicação do Jornal da Manhã, ilustração para os"Humilhados e Ofendidos"de Dostoievski"e uma série de desenhos sobre a Guerra"As luzes se Apagam agitam-se os monstros;

1943
- Oswaldo Goeldi ilustra para "Ressurreição da Casa dos Mortos"de Dostoievski e "Carlinhos"de Villegas Lopes;

1944
- Oswaldo Goeldi faz uma série de gravuras com o titulo "Balada da Morte"Revista Clima -SP, e Ilutrsção para "O Idiota"de Dostoievski, participa dea exposição de Arte Moderna pela Prefeitura de Belo Horizonte, exposição individual no Institurto de Arquitetos do Brasil;

1945
- Oswaldo Goeldi faz ilustração para "Martin Cerere"de Cassiano Ricardo e ilustração para "Letras e Artes" suplemento dominical " Ä Manhã";

1949
- Oswaldo Goeldi faz ilustração para "Cheiro de Terra" de Caio de Mello Franco;

1950
- Oswaldo Goeldi participa da representação brasileira na Bienal em Veneza, Salão de Belas Artes na Bahia e Mostra de Arte Brasileira em Roma;

1951
- Oswaldo Goeldi participa da 1a. Bienal de S. Paulo- 1. Premio da Gravura Nacional, exposição na galeria Domus- SP;

1952
- Oswaldo Goeldi começa a ensinar na escolinha de Arte de Augusto Rodriges-RJ, exposição na Galeria Tenreiro, RJ;

1953
- Oswaldo Goeldi participa da 2a. Bienal de S. Paulo, vai para Montevideu a convite do Instituto Uruguaio Brasileiro e realiza curso sobre gravura. Ilustra também para "Memórias o sub-solo"de Dostoievski, realiza curso sobre gravura;

1954
- Oswaldo Goeldi expõe em Runstmuseum em Berna e na Galeria Oxumaré na Bahia;

1955
- Oswaldo Goeldi começa a lecionar na escola Nacional de Belas Artes, publica o album "Goeldi"com apresentação de Anibal Machado, partcipa da 3a. Bienal e recebe homenagem do grupo de Estudos Mario de Andrade -Pen Club do Brasil;

1956
- Oswaldo Goeldi participa da III Internacional Austellung von Holzschwitter- Zurique, participa de exposição no Museu de Arte Moderna -SP, e da retrospectiva no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro;

1957
- Oswaldo Goeldi participa de exposição promovida pelo Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro;

1958
- Oswaldo Goeldi participa de exposições em Veneza, Buenos Aires e na Galeria GEA no Rio de Janeiro;

1959
- Oswaldo Goeldi ilustra "Lições de Abismo"de Gustavo Corsão, participa de exposições em galerias do Rio e SP;

1960
- Oswaldo Goeldi ilustra "Mar Morto"de Jorge Amado , ganha o primeiro premio internacional de gravura da II Bienal Americana do México e e expõe na Galeria Bonino no RJ;

16/02/1961
- Morre Oswaldo Goeldi no Rio de Janeiro;

2004 - Fundação da associação Artísitica Cultural Oswaldo Goeldi

BIOGRAFIA COMPLETA:

Oswaldo Goeldi (Rio de Janeiro RJ 1895 - idem 1961). Gravador, desenhista, ilustrador, professor. Filho do cientista suíço Emílio Augusto Goeldi. Com apenas 1 ano de idade, muda-se com a família para Belém, Pará, onde vivem até 1905, quando se transferem para Berna, Suíça. Aos 20 anos ingressa no curso de engenharia da Escola Politécnica, em Zurique, mas não o conclui. Em 1917, matricula-se na École des Arts et Métiers, em Genebra, porém abandona o curso por julgá-lo demasiado acadêmico. A seguir, passa a ter aulas no ateliê dos artistas Serge Pahnke (1875-1950) e Henri van Muyden (1860-s.d.). No mesmo ano, realiza a primeira exposição individual, em Berna, na Galeria Wyss, quando conhece a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística, com quem se corresponde por vários anos. Em 1919, fixa-se no Rio de Janeiro e passa a trabalhar como ilustrador nas revistas Para Todos, Leitura Para Todos e Ilustração Brasileira. Dois anos depois, realiza sua primeira individual no Brasil, no saguão do Liceu de Artes e Ofícios. Em 1923, conhece Ricardo Bampi, que o inicia na xilogravura. Na década de 1930, lança o álbum 10 Gravuras em Madeira de Oswaldo Goeldi, com introdução de Manuel Bandeira (1884-1968), faz desenhos e gravuras para periódicos e livros, como Cobra Norato, de Raul Bopp (1898-1984), publicado em 1937, com suas primeiras xilogravuras coloridas. Em 1941, trabalha na ilustração das Obras Completas de Dostoievski, publicadas pela Editora José Olympio. Em 1952, inicia a carreira de professor, na Escolinha de Arte do Brasil, e, em 1955, torna-se professor da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, no Rio de Janeiro, onde abre uma oficina de xilogravura. Em 1995, o Centro Cultural Banco do Brasil realiza exposição comemorativa do centenário do seu nascimento, no Rio de Janeiro.
COMENTÁRIO CRÍTICO
Oswaldo Goeldi nasce no Rio de Janeiro. Filho do cientista suíço Emílio Augusto Goeldi, muda-se para Belém PA com 1 ano de idade. Seu pai funda na cidade o Museu de História Natural e Etnografia, hoje Museu Emílio Goeldi. Vive em Belém até os 6 anos. Muda-se com a família para Berna, na Suíça, onde inicia seus estudos. Interessado em engenharia, vai para Zurique e ingressa na Escola Politécnica, em 1914. Sua estada na cidade é atribulada. A Europa vive o início da I Guerra Mundial (1914-1918) e, na sua admissão na Politécnica, Goeldi é convocado para o serviço militar, interrompendo os estudos. No Exército, atua como sentinela da fronteira e fica longe dos combates. Cerca de um ano depois, seu interesse pelo desenho cresce na mesma medida em que diminui a vontade de continuar cursando engenharia.

Em 1917, após a morte do pai, o artista abandona a Politécnica e se transfere para Genebra, com o intuito de estudar arte. Passa seis meses na École des Arts et Métiers [Escola de Artes e Ofícios]. Decepciona-se, e passa a ter aulas no ateliê dos artistas Serge Pahnke (1875-1950) e Henri van Muyden (1860-s.d.). Depois de curto período sob a tutela dos dois, abandona definitivamente os estudos de arte. No entanto, trabalha muito. Sua produção é exibida em uma primeira individual, ainda naquele ano, na Galeria Wyss, em Berna. Na exposição, conhece a obra de Alfred Kubin (1877-1959). Esse contato é decisivo para sua formação. Goeldi interessa-se pelo aspecto imaginativo e sombrio de suas cenas. Nesse período, seus desenhos incorporam temas mórbidos, ambientados em cenários aterradores. Na mesma época, faz amizade com o pintor Hermann Kümmerly. Realiza, com ele, as primeiras litografias.

Goeldi volta para o Brasil em 1919 e passa a residir no Rio de Janeiro. Adapta-se com dificuldade à vida carioca. Ele, que se sentia "um europeu sentimental"1, se ressente da defasagem cultural e do provincianismo da sociedade. Dois anos depois expõe no saguão do Liceu de Artes e Ofícios, já atuando como ilustrador na revista Para Todos, desde o ano de seu desembarque. A mostra é mal recebida pela imprensa e lhe dá a medida da resistência do meio artístico brasileiro aos avanços artísticos da Europa. Apesar dos comentários negativos, a exposição o aproxima de um grupo de escritores, artistas e intelectuais interessados na renovação criativa, como Beatrix Reynal, Aníbal Machado (1894-1964), Otto Maria Carpeaux (1900-1978), Manuel Bandeira (1884-1968), Álvaro Moreyra (1888-1964), Ronald de Carvalho (1893-1935), Di Cavalcanti (1897-1976) e Rachel de Queiroz (1910-2003), que ainda não tinham prestígio. O apoio, no entanto, não é suficiente. O artista se abala. Torna-se cada vez mais avesso ao mundo cultural carioca e próximo da vida boêmia.

Em 1922, desentende-se com a família. Contrariados, os parentes tentam enviá-lo para a Europa. O grupo de intelectuais que havia se aproximado do artista, evita a sua partida e se esforça para garantir sua permanência no país. Em 1923, inicia experimentos com xilogravura. Aproxima-se da técnica por meio de Ricardo Bampi. Diz que começa a gravar para "impor uma disciplina às divagações a que o desenho o levava".2 Em depoimento ao crítico e poeta Ferreira Gullar (1930) conta ter sentido "a necessidade de dar controle a estas divagações".3 Nessa época, Goeldi muda-se para Niterói, onde pode trabalhar isolado. Faz xilos, desenhos e ilustrações e contribui para o periódico O Malho. Segundo a historiadora Noemi Silva Ribeiro, no fim da década de 1920 Goeldi passa a sobreviver como ilustrador.4 Colabora em revistas, faz imagens para o romance Canaã (1928), de Graça Aranha (1868-1931), e para o livro Mangue (1929), de Benjamin Constallat (1897-1961). As imagens, no entanto, não são publicadas. Em 1930, lança o álbum 10 Gravuras em Madeira, com prefácio de Manuel Bandeira. Em suas gravuras a superfície é predominantemente negra. Em Abandono (1930), as figuras aparecem vazadas na tinta. Goeldi abre uns poucos traços na madeira, com o que a luz, em suas xilos, parece lutar para conquistar presença em meio às superfícies negras.

Com a venda do álbum, arrecada dinheiro para ir para a Europa. Expõe em Berna e em Berlim. Reencontra seu amigo Kümmerly e expõe com ele em Muri, na Suíça. Visita Alfred Kubin, com quem se correspondia desde 1926. Goeldi reconhece o débito com o artista austríaco, com quem mantém correspondência por toda a vida. Na sua estada, faz alguns desenhos e deixa trabalhos em coleções na Suíça, Áustria e Alemanha. Retorna ao Brasil por volta de 1932. Nesse ano experimenta o uso da cor em suas xilogravuras.

Em 1937, ilustra o livro Cobra Norato (1931) de Raul Bopp (1898-1984), com trabalhos coloridos. Nesse momento, os principais intérpretes da obra de Goeldi ressaltam o afastamento de sua principal referência: Alfred Kubin. Isso não diminui sua admiração pelo austríaco. Seu trabalho, paulatinamente, toma outros rumos,5 afirmando uma linguagem própria e singular. Suas imagens, também visionárias, ao contrário das do mestre austríaco, referem-se, no entanto, à realidade, não a mundos fantásticos. Os sulcos feitos na madeira revelam o que Carlos Drummond de Andrade chama de "a irrealidade do real".6 O assombro que faz parte do nosso cotidiano.

Nos anos de 1940, sua vida como ilustrador se consolida. Em 1941, colabora regularmente no jornal A Manhã. Na mesma década, realiza imagens para a revista Clima e para livros de Dostoievski (1821-1861) e Cassiano Ricardo (1895-1974). O reconhecimento torna-se mais evidente a partir de 1950, ano em que expõe na 25ª Bienal de Veneza. Um ano depois, ganha o Prêmio de Gravura da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Nessa década, a cor aparece de maneira mais pronunciada em suas gravuras. Em O Ladrão (ca.1955), o artista mostra formas coloridas nos intervalos da mancha negra que predomina na cena. Em 1956, é realizada sua primeira retrospectiva, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Nesse momento, Goeldi já é um artista de renome. Além de trabalhar em suas gravuras com regularidade, inicia, em 1952, sua carreira de professor, na Escolinha de Arte do Brasil. Três anos mais tarde, ensina xilogravura na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Com ele estudam, entre outros, os artistas Antonio Dias (1944), Gilvan Samico (1928) e Anna Letycia (1929). Numa quarta-feira de cinzas do dia 15 de fevereiro de 1961, Oswaldo Goeldi é encontrado morto em seu pequeno apartamento.

NOTAS
1 Carta de Goeldi a Kümmerly datada de 16 de fevereiro de 1935. In: RIBEIRO, Noemi Silva (org.) e LAKS, Sérgio (org.). Oswaldo Goeldi: um auto-retrato. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995. p.12.
2 NAVES, Rodrigo. Goeldi. São Paulo: Cosac & Naify, 1999. (Espaço da arte brasileira) . p.21. Citação do livro ZILIO, Carlos (org.). Oswaldo Goeldi. Rio de Janeiro: Solar Grandjeandjean de Montigny, s/d. p.108
3 Idem, ibidem.
4 RIBEIRO, Noemi Silva (org.) e LAKS, Sérgio (org.). Oswaldo Goeldi: um auto-retrato. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995. p.12.
5 NAVES, Rodrigo. Goeldi. São Paulo: Cosac & Naify, 1999. (Espaço da arte brasileira). p.20.
6 DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. A Goeldi. In: ______. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. 6.ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1988.




NASCIMENTO/MORTE
1895 - Rio de Janeiro RJ - 31 de outubro
1961 - Rio de Janeiro RJ - 15 de fevereiro

VIDA FAMILIAR
Filho do cientista naturalista Emílio Augusto Goeldi, suíço

FORMAÇÃO
1914 - Zurique (Suíça) - Ingressa na Escola Politécnica
1917 - Genebra (Suíça) - Com a morte do pai, abandona a Escola Politécnica e matricula-se na École des Arts et Métiers. Conhece a obra do desenhista austríaco Alfred Kubin, com o qual mantém correspondência de 1926 a 1952. Freqüenta os ateliês de Serge Pahnke e Henri Van Muyden
1924 - Niterói RJ - No ateliê de Ricardo Bampi, artista brasileiro educado na Alemanha, aprende técnicas da xilogravura

CRONOLOGIA
Gravador, desenhista, ilustrador e professor

1896 - Belém PA - Vive nessa cidade
1901/1919 - Berna (Suíça) - Vive nessa cidade
1917 - Berna (Suíça) - Torna-se amigo do artista suíço Hermann Kümmerly e faz litografias no seu ateliê
1919 - Rio de Janeiro RJ - Vive nessa cidade
1919 - Rio de Janeiro RJ - Inicia trabalho como ilustrador na revista Para Todos, de Álvaro Moreyra
1920/1921 - A primeira individual, no Liceu de Artes e Ofícios, é elogiada pelos escritores Álvaro Moreyra, Manuel Bandeira, Aníbal Machado, Ronald de Carvalho, Rachel de Queiroz, Olegário Mariano, Otto Maria Carpeaux e pelo pintor Di Cavalcanti
1922 - Embarca para a Europa sob pressão familiar, mas é resgatado por intelectuais que se reuniam em torno de Beatrix Reynal
1922 - Rio de Janeiro RJ - Instala-se em ateliê preparado pela poetisa Beatrix Reynal
1924 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra o periódico O Malho, de Álvaro Moreyra
1928 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra Canaã, de Graça Aranha, que não chega a ser publicado
1929 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra O Mangue, de Benjamin Costallat, que não chega a ser publicado
1930 - Rio de Janeiro RJ - Publica, por intermédio das Oficinas Gráficas de Paulo Pongetti & Cia., o álbum 10 Gravuras em Madeira de Oswaldo Goeldi, prefaciado por Manuel Bandeira. Com o dinheiro obtido com a venda do álbum viaja, nesse mesmo ano, para a Europa
1931 - Arles (França) e Muri (Suíça) - Visita o sul da França e a região de Arles. Deixa matrizes e desenhos com Hermann Kümmerly em Muri
1932 - Envia a Kümmerly o resultado da sua primeira experiência cromática, a gravura Baianas, impressa em amarelo e vermelho
1937 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra Cobra Norato, de Raul Bopp, com xilogravuras coloridas, em edição semi-artesanal, com tiragem de 150 exemplares
1937 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra o álbum André de Leão e o Demônio de Cabelo Encarnado, poema de Cassiano Ricardo
1941 - Bahia - Viaja para se resguardar da perseguição às pessoas com ascendência germânica, por ocasião da Segunda Guerra Mundial
1941 - Rio de Janeiro RJ - Começa a trabalhar na ilustração das Obras Completas de Dostoievski, publicadas pela Editora José Olympio
1941 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra o suplemento dominical do jornal A Manhã, no caderno Autores e Livros
1941 - Rio de Janeiro RJ - Realiza a série de desenhos sobre a guerra As Luzes Se Apagam, Agitam-se os Monstros
1941 - Rio de Janeiro RJ - É publicado, com ilustrações suas, o romance de Dostoievski, Humilhados e Ofendidos, pela Livraria José Olympio Editora
1942 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra o livro Aux Rives de Notre Ocean, de Jacques Perroy Cuers, ao lado de Henrique Cavalheiro e J. C. Chabloz, entre outros, editado pela Livraria Geral Franco-Brasileira
1944 - Rio de Janeiro RJ - Faz ilustrações para Memórias do Subsolo, incluído na primeira edição do volume O Eterno Marido, de Dostoievski, publicação da Editora José Olympio, e para o livro Fascinação da Amazônia, de Ester Leão da Cunha, da Editora Irmãos Pongetti & Cia.
1944 - Rio de Janeiro RJ - Grava as imagens de Carlitos, a Vida, a Obra e a Arte do Gênio do Cine, de Manuel Villegas Lopes, publicado pela Editora Leitura
1944 - São Paulo SP - A revista Clima publica a série de xilogravuras Balada da Morte
1945 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra o romance Recordações da Casa dos Mortos, de Dostoievski, e Martim Cererê, o Brasil dos Meninos, dos Poetas e dos Heróis, de Cassiano Ricardo, em edição da Empresa A Noite
1945 - Rio de Janeiro RJ - Realiza ilustração para Letras e Artes,no suplemento dominical do jornal A Manhã
1946 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra Frô-de-Pena, versos caipiras de Jacy G. Ricardo, em edição da Empresa A Noite
1949 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra Cheiro da Terra, de Caio de Mello Franco, publicado pela Editora Gráfica das Artes, e O Idiota, de Dostoiesvki, com desenhos a bico-de-pena
1950 - Rio de Janeiro - Faz ilustrações para o livro O Homem de Duas Cabeças, de Oswaldo de Almeida Fischer, da Edições Oásis, e para Cogumelos - Contos, de Breno Acióli, da Empresa A Noite
1951 - Rio de Janeiro RJ - Passa a ser membro do júri do Salão Nacional de Belas Artes, na categoria de desenho e artes gráficas
1951 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra com xilogravuras o livro Minha Primeira Comunhão, de Maria Pacheco Chaves, Editora Agir
1951/1955 - Rio de Janeiro RJ - É membro do júri do Salão Nacional de Belas Artes, Divisão Moderna, nas categorias desenho e artes gráficas
1952/1953 - Rio de Janeiro RJ - Leciona xilogravura na Escolinha de Arte do Brasil
1953 - Montevidéu (Uruguai) - Viaja a convite do Instituto Uruguaio-Brasileiro
1955 - É homenageado por intelectuais e artistas, por iniciativa de Mário Barata, do Grupo de Estudos Mário de Andrade e pelo Pen Clube do Brasil, por sua contribuição à gravura brasileira
1955 - Rio de Janeiro RJ - O MEC edita o álbum Goeldi, prefaciado por Aníbal Machado
1955 - Rio de Janeiro RJ - Torna-se professor da Enba, onde abre oficina de xilogravura
1959 - Rio de Janeiro RJ - Grava as ilustrações de Lições do Abismo, de Gustavo Corção, para a Livraria Agir
1960 - Rio de Janeiro RJ - Convidado pelo Clube dos Cem Bibliófilos, inicia a gravação das ilustrações para Poranduba Amazonenses, texto de Barbosa Rodrigues. O trabalho é finalizado por Darel Valença Lins
1960 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra o livro Mar Morto, de Jorge Amado, editado em 1967 pela Martins Fontes
1967 - Carlos Frederico produz o curta-metragem Noturno de Goeldi, com direção e roteiro de sua autoria e texto de Carlos Drummond de Andrade
1996 - São Paulo SP - Nuno Ramos realiza a exposição individual Para Goeldi, no A5 Studio
2000 - São Paulo SP - Vídeo Gravura e Gravadores, documentário dirigido por Olívio Tavares de Araújo, com depoimentos do artista e outros gravadores (produção Itaú Cultural)

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

1917 - Berna (Suíça) - Individual, na Galeria Wyss
1921 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Liceu de Artes e Ofícios
1930 - Berna (Suíça) - Individual, na Galeria Gutekunst & Klipstein
1938 - Belém PA - Individual, na Biblioteca do Arquivo Público
1951 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Domus
1952 - Paris (França) - Individual, na Association Artistique et Litteraire
1952 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Langenbach & Tenreiro
1952 - Santiago (Chile) - Individual, no Museo de Arte Moderno
1954 - Salvador BA - Individual, na Galeria Oxumaré
1956 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1956 - Rio de Janeiro RJ - Goeldi: retrospectiva, no MAM/RJ
1958 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria G. E. A.
1959 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Langebach & Tenreiro
1959 - São Paulo SP - Individual, na Piccola Galeria - Instituto Italiano de Cultura
EXPOSIÇÕES COLETIVAS
1930 - Berlim (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Werthein
1930 - Muri (Suíça) - Coletiva, no ateliê de Hermann Kümmerly
1933 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão da Pró-Arte, na Enba
1935 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Arte Social, no Clube de Cultura Moderna do Rio de Janeiro
1938 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva organizada por Di Cavalcanti, Aníbal Machado e Santa Rosa
1943 - Londres (Inglaterra) - Exposição de Arte Brasileira, na Burlington House
1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no MAP
1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana
1944 - Londres (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts
1944 - Norwich (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Norwich Castle and Museum
1945 - Baht (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Victory Art Gallery
1945 - Bristol (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Bristol City Museum & Art Gallery
1945 - Edimburgo (Escócia) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery
1945 - Glasgow (Escócia) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Kelingrove Art Gallery
1945 - Manchester (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Manchester Art Gallery
1950 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, organizada pela International Business Corporation
1950 - Roma (Itália) - Arte Moderna Brasileira, na Galleria D'Arte della Casa Del Brasil
1950 - Salvador BA - 2º Salão de Belas Artes da Bahia - medalha de ouro
1950 - Tchecoslováquia (atual República Tcheca) - Bienal de Gravura
1950 - Veneza (Itália) - 25ª Bienal de Veneza
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon - primeiro prêmio gravura nacional
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1952 - Tóquio (Japão) - Bienal de Xilogravura
1952 - Veneza (Itália) - 26ª Bienal de Veneza
1953 - Montevidéu (Uruguai) - Coletiva, no Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1954 - Berna (Suíça) - Graveurs Brésiliens, no Kunstmuseum
1954 - Goiânia GO - Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1954 - Zurique (Suíça) - Arte Brasileira, Arquitetura Brasileira Moderna e Novos Gráficos Brasileiros, no Kunstgewerbemuseum
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP - artista convidado
1956 - Veneza (Itália) - 28ª Bienal de Veneza
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Arte Moderno en Brasil, no Museo Nacional de Bellas Artes
1957 - Lima (Peru) - Arte Moderno en Brasil, no Museo de Arte
1957 - Montevidéu (Uruguai) - Grabados Brasileños, no Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro
1957 - Rosário (Argentina) - Arte Moderno en Brasil, no Museo Municipal de Bellas Artes Juan B. Castagnino
1957 - Santiago (Chile) - Arte Moderno en Brasil, no Museo de Arte Contemporáneo
1958 - Lugano (Itália)- 5ª Exposizione Internazionale de Bianco e Nero
1958 - Veneza (Itália) - 29ª Bienal de Veneza
1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Munique (Alemanha) - Arte Moderna Brasileira na Europa, na Casa do Artista
1959 - Rio de Janeiro RJ - 30 Anos de Arte Brasileira, na Enba
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Viena (Áustria) - Gravura do Brasil, no Museu Albertina
1960 - Cidade do México (México) - 2ª Bienal Interamericana do México, no Palácio de Belas Artes - 1º prêmio internacional de gravura
1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Rio de Janeiro RJ - Goeldi e Grassmann, na Galeria Bonino
1960 - São Paulo SP - Coleção Leirner, na Galeria de Arte da Folha
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

EXPOSIÇÕES PÓSTUMAS
1961 - Rio de Janeiro RJ - 1º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1962 - Buenos Aires (Argentina) - Individual, no Museo Nacional de Bellas Artes
1962 - São Paulo SP - Marcelo Grassmann, Eduardo Sued, Oswaldo Goeldi e Darel, na Galeria Residência
1964 - São Paulo SP - Goeldi: coleção Nelson Mendes Caldeira, no MAB/Faap
1966 - Ribeirão Preto SP - 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, na Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto
1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1966 - São Paulo SP - 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, no MAC/USP
1966 - São Paulo SP - Gravuras e Desenhos de Goeldi, no MAB/Faap
1968 - Piracicaba SP - 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, na Esalq/USP
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1970 - Olinda PE - 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC, no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco
1970 - Penápolis SP - 40 Gravuras Nacionais e Estrangeiras do Acervo do MAC
1971 - São Paulo SP - 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1972 - São Paulo SP - A Semana de 22: antecedentes e conseqüências, no Masp
1972 - São Paulo SP - Desenhos e Gravuras de Goeldi: coleção Nelson Mendes Caldeira, no MAB/Faap
1974 - Rio de Janeiro RJ - Goeldi-Grassmann-Messias, na Bolsa de Arte do Rio de Janeiro
1974 - Rio de Janeiro RJ - O Mar, na Galeria Ibeu Copacabana
1975 - São Paulo SP - O Modernismo de 1917 a 1930, no Museu Lasar Segall
1976 - São Paulo SP - Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall
1978 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas - Três Mestres da Gravura do Brasil, no MNBA
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Londres (Inglaterra) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP
1982 - São Paulo SP - Seis Gravadores Expressionistas do Brasil: Segall, Goeldi, Abramo, Renina, Poty, Grassmann, no Museu Lasar Segall
1983 - Olinda PE - 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/PE
1983 - São Paulo SP - Oswaldo Goeldi, na Grifo Galeria de Arte
1984 - Curitiba PR - 6ª A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Casa Romário Martins
1984 - Curitiba PR - 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Fundação Cultural
1984 - Porto Alegre RS - Gravuras: uma trajetória no tempo, no Cambona Centro de Arte
1984 - Ribeirão Preto SP - Gravadores Brasileiros Anos 50/60, na Galeria Campus - USP - Banespa
1984 - Rio de Janeiro RJ - A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, na MAM/SP
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985 - Porto Alegre RS - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Margs
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1986 - Brasília DF - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Teatro Nacional
1986 - Curitiba PR - 7º Acervo do Museu Nacional da Gravura - Casa da Gravura, no Museu Guido Viaro
1986 - Porto Alegre RS - Caminhos do Desenho Brasileiro, no Margs
1986 - Rio de Janeiro RJ - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/RJ
1986 - São Paulo SP - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp
1987 - Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d'Arte Moderne de la Ville de Paris
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1987 - São Paulo SP - 18º Panorama de Arte Atual Brasileira: arte sobre papel, no MAM/SP
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo - Imaginários Singulares, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC /USP
1987 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP
1988 - Curitiba PR - 8ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Fundação Cultural
1988 - Lisboa (Portugal) - Pioneiros e Discípulos, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro Cultural Calouste Gulbenkian
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1988 - São Paulo SP - MAC 25 anos: destaques da coleção inicial, no MAC/USP
1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP
1989 - Rio de Janeiro RJ - Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage
1989 - Rio de Janeiro RJ - Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage
1990 - São Paulo SP - A Coleção de Arte do Município de São Paulo, no Masp
1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte
1991 - São Paulo SP - A Mata, no MAC/USP
1991 - São Paulo SP - Homem e Natureza, no MAC/USP
1992 - Curitiba PR - 10º Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura
1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB
1992 - Rio de Janeiro RJ - Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich
1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc
1993 - Poços de Caldas MG - Coleção Mário de Andrade: o modernismo em 50 obras sobre papel, na Casa de Cultura de Poços de Caldas
1993 - Rio de Janeiro RJ - Brasil 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA
1993 - São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi
1994 - Poços de Caldas MG - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco, na Casa de Cultura de Poços de Caldas
1994 - Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ
1994 - Rio de Janeiro RJ - Trincheiras: arte e política no Brasil, no MAM/RJ
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi
1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, em estações do Metrô e no Masp
1995 - Belo Horizonte MG - Imagem Derivada: um olhar acerca do desdobramento da gravura hoje, no MAP
1995 - Londrina PR - Arte Brasileira: confrontos e contrastes, no Pavilhão Internacional Octávio Cesário Pereira Júnior
1995 - Rio de Janeiro RJ - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco, no MAM/RJ
1995 - Rio de Janeiro RJ - Oswaldo Goeldi: um auto-retrato, no CCBB
1995 - São Paulo SP - Goeldi: nosso tempo, no MAB/Faap
1995 - São Paulo SP - Goeldi: seu tempo, no IEB/USP
1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes
1996 - São Paulo SP - Figura e Paisagem no Acervo do MAM: homenagem a Volpi, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Oswaldo Goeldi Mestre Visionário, na Galeria de Arte do Sesi
1997 - Barra Mansa RJ - O Museu Visita a Galeria (1997 : Barra Mansa, RJ) - Centro Universitário de Barra Mansa (RJ)
1998 - São Paulo SP - 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa
1998 - São Paulo SP - O Colecionador, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi
1999 - Niterói RJ - Mostra Rio Gravura. Acervo Banerj, no Museu do Ingá
1999 - Rio de Janeiro RJ - Goeldi: gravuras, matrizes e desenhos, na Casa França - Brasil
1999 - Rio de Janeiro RJ - Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
1999 - Rio de Janeiro RJ - Literatura Brasileira e Gravura, na ABL
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo MNBA, no MNBA
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Literatura Brasileira e Gravura, na Academia Brasileira de Letras
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura: Oswaldo Goeldi, no Espaço Cultural dos Correios
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo, no Itaú Cultural
1999 - São Paulo SP - Oswaldo Goeldi, na Galeria Thomas Cohn
2000 - Brasília DF - Exposição Brasil Europa: encontros no século XX, no Conjunto Cultural da Caixa
2000 - Curitiba PR - 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma
2000 - Lisboa (Portugal) - Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
2000 - Porto Alegre RS - Biblioteca Nacional: obras raras, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul
2000 - Rio de Janeiro RJ - Matrizes do Expressionismo no Brasil: Abramo, Goeldi e Segall, no Paço Imperial
2000 - Rio de Janeiro RJ - Quando o Brasil era Moderno: artes plásticas no Rio de Janeiro de 1905 a 1960, no Paço Imperial
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna, na Fundação Bienal
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Matrizes do Expressionismo no Brasil: Abramo, Goeldi e Segall, no MAM/SP
2000 - São Paulo SP - O Papel da Arte, na Galeria de Arte do Sesi
2000 - Valência (Espanha) - De la Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no IVAM. Centre Julio Gonzáles
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Itaugaleria
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Itaugaleria
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light 2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira
2001 - São Paulo SP - Museu de Arte Brasileira: 40 anos, no MAB/Faap
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2002 - Niterói RJ - Arte Brasileira sobre Papel: séculos XIX e XX, no Solar do Jambeiro
2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - Rio de Janeiro RJ - Identidades: o retrato brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
2002 - São Paulo SP - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Cidadeprojeto/cidadeexperiência, no Espaço MAM/Villa-Lobos
2002 - São Paulo SP - Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950, no MAB/Faap
2002 - São Paulo SP - Espelho Selvagem: arte moderna no Brasil da primeira metade do século XX, Coleção Nemirovsky, no MAM/SP
2002 - São Paulo SP - Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes, no Instituto Cultural Banco Santos
2002 - São Paulo SP - Modernismo: da Semana de 22 à seção de arte de Sérgio Milliet, no CCSP
2003 - Brasília DF - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB
2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira: da Revolução de 30 ao pós-guerra, no MAM/RJ
2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Movimento, no Espaço BNDES
2003 - Rio de Janeiro RJ - Autonomia do Desenho, no MAM/RJ
2003 - São Paulo SP - A Aventura Modernista de Berta Singerman: uma voz argentina no Brasil, no Museu Lasar Segall
2003 - São Paulo SP - A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira, no Espaço Virgílio
2003 - São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural
2004 - Fundação da Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi
2004 - Belo Horizonte MG - Pampulha, Obra Colecionada: 1943-2003, no MAP
2004 - São Paulo SP - Gabinete de Papel, no CCSP
2005 - Rio de Janeiro - Lançamento do Centro Virtual Goeldi


ACERVOS PÙBLICOS:

Banco do Estado do Rio de Janeiro - BANERJ
Fundação Biblioteca Nacional
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM
Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
Museus Castro Maya/IPHAN
Museu Nacional da Áustria Superior - Lanesmuseum, Linz

(Há ainda um legado de mais de 2000 obras espalhadas por diversos museus do mundo e coleções particulares)


TEXTOS CRÍTICOS
"Abandono e esquecimento formam o eixo do trabalho de Goeldi; latas derrubadas, cães vadios, móveis ao relento. No entanto, pelo fato mesmo de não serem lembradas, as coisas parecem aqui ainda preservadas da mesquinhez, cheias de mistério e de potência. Aquilo que foi deixado de lado está inteiro, pronto para ser acionado, e o vento que bafeja essas gravuras quer acordar os homens, bichos, lugares, chamando-os à vida. Sua afeição, no entanto, não pode ter a solidez e clareza objetiva de quem os esqueceu. Daí o crepúsculo contínuo e sempre renovado desses trabalhos.
(...) No entanto, encantamento e suspensão caracterizam também essas gravuras e desenhos. Isso vem, creio, da intensa analogia formal entre seus elementos. Cheios são vazios, casas são ruas, urubus são guarda-chuvas, as janelas nos olham. Tudo é meio assemelhado a tudo, bafejado pelo mesmo sopro de vida, as formas ecoando discretamente umas nas outras, como se ainda não tivesse se formado de todo. Essa individuação incompleta faz grande parte da originalidade de Goeldi, e permite que as distorções expressionistas que o influenciaram abdiquem de seu desespero. O mundo de Goeldi é um mundo em suspensão, seus habitantes ainda despertam e se procuram, e se caminham para a morte o fazem solidariamente. Daí a calma de sua tristeza, onde abandono e comunhão convivem".
Nuno Ramos
RAMOS, Nuno. Para Goeldi. São Paulo: AS Studio,1996. p. 17-18.


"A obra de Goeldi de fato impressiona pela amplitude e profundidade das questões que apresenta. Os homens que vagam pelas superfícies negras de suas gravuras não têm aonde ir, embora estejam sempre a caminho. São seres urbanos e mantêm com a cidade um contato estreito - partilham a sua 'cor', seu anonimato. Apenas uma estreita faixa os separa do ambiente em que se movem. E no entanto nada os acolhe. Curvados, eles precisam atravessar uma atmosfera espessa, que lhes dificulta os movimentos. Não enfrentam, porém, forças naturais. Seus pescadores, sim, se batem com ventos fortes e águas traiçoeiras. E esse confronto primitivo - em que as figuras humanas são, em geral, maiores do que as cenas urbanas - a meu ver reduz a atualidade e o drama de muitas obras de Goeldi. Já os habitantes das cidades construíram espaços que eles mesmos não reconhecem. (...)
A atração de Goeldi por figuras marginais e trabalhadores rudes adquire então um novo sentido. Bêbados, miseráveis, pescadores e prostitutas mantêm com a vida uma relação mais autêntica. O que os engrandece não é só uma recusa à lógica do lucro, com sua hipocrisia e violência. Em sua precariedade, levam uma vida que não oculta a fragilidade humana. Um forte moralismo marca sua visão de mundo. Como todos os expressionistas - categoria em que não se encaixa facilmente -, Goeldi opõe uma altivez torturada e íntegra à adesão irrestrita a valores corrompidos. Não parece, porém, elevar a arte - uma sensiblidade mais genuína - à condição de paradigma. À maneira de suas personagens, deixa as mazelas cotidianas penetrarem seu mundo. Suas formas instáveis, dispersas, não resultam do confronto de uma subjetividade superior com as agruras da vida. Revelam antes uma corrosão a que ninguém escapa".
Rodrigo Naves
NAVES, Rodrigo. Goeldi. São Paulo: Cosac & Naify, 1999. p. 7-10. (Espaço da arte brasileira).

"A experiência européia não lhe deixou terminar a experiência brasileira. Talvez até a perturbasse. Ambas entraram porém na composição de sua arte, dando universalidade humana e pungente.
Seu olhar para as coisas vai carregado de tão intensa força subjetiva que logo as transforma em visão. Visão quase sempre trágica. A imagem cotidiana mais comum - uma esquina de rua, um objeto, alguém passando - Goeldi a transforma em misteriosa presença. O que descobre em cada coisa é a sua substância de poesia, velada pelo automatismo de nossa percepção habitual. Não dispondo de tintas para a expressão pictórica de suas criações, tem que jogar apenas com as linhas, os valores do claro-escuro, as vibrações do traço, e o ritmo das formas. Apenas excepcionalmente emprega a cor nas gravuras, como no Pescador e nas ilustrações de Cobra Norato, poema de Raul Bopp.
Abrindo claridade nas massas de sombra e conduzindo as correntes atmosféricas do céu, graças a milhares de traços miúdos e riscos convergentes que sugerem as direções do vento e da luz - ele atinge graficamente um poder de evocar formas e ambientes que não conseguiria com a pintura. O sensualismo e a musicalidade da cor não se ajustariam ao seu temperamento crispado. Em compensação, o que consegue com o claro-escuro e o traço permite-lhe fixar certos aspectos intraduzíveis por outros meios plásticos.
O conteúdo principal das coisas visíveis encontra-se no mundo invísivel de que elas são ao mesmo tempo o sinal e a projeção incompleta. Está atrás. Pelo menos um artista como Goeldi, habituado a decifrar o ilegível das profundezas que as aparências recobrem. Para ele, a arte abstrata não tem razão de ser; é preciso criar formas novas; basta elevar ao plano visionário as que já existem, cercando-as de uma auréola de poesia em que perdem a opacidade e entregam o seu mistério.
Mas não é unicamente sob a incidência de tal ou qual luz poética que as coisas irradiam melhor e adquirem valor de símbolo; também pela vizinhança que se lhes dá, pela maneira com que são dispostas na obra de arte. Dir-se-ia que as formas procuram avistar-se com aquelas que vivem separadas. O famoso 'encontro fortuito na mesa de dissecação de uma máquina de costura com um guarda-chuva' (Lautréamont) reproduz-se indefinidamente na natureza entre objetos-personagens, distribuídos em caprichosa formação".
Anibal Machado
MACHADO, Aníbal. Goeldi. In: MATRIZES do expressionismo no Brasil: Abramo, Goeldi e Segall. São Paulo: MAM, 2000.
DEPOIMENTOS
"Eu moro aqui, ao lado do mar, na baía mais afastada do Rio, 'Praia de Ipanema-Leblon'. Das poucas casas que de vez em quando aparecem neste deserto de areia, pode-se ver quase que só os telhados. Ventos fortíssimos, chegando do mar, varrem estes desertos imensos e vazios, uivando e empurrando com força enormes nuvens de areia. Rangendo, lanternas dependuradas no alto dos postes são jogadas para lá e para cá, e os fios da rede elétrica, tensos até arrebentar, fazem um ruído ameaçador - o tilintar de vidros quebrados aumenta assustadoramente esta barulheira diabólica.
As gaivotas lutam, com toda a força de suas asas, contra estes ventos ferozes de tempestade - apesar do forte bater das asas não conseguem avançar nem um centímetro. Pegas pelo vento, numa evolução lateral, são atiradas como flechas por cima de uma superfície de mar revolto - as pontas das asas quase tocando as espumas das ondas.
Um lugar assim, caro Sr. Kubin, certamente iria lhe agradar. O mar é tão lindo na luz do sol, tão cristalino, que a gente sente o coração mais puro.
O quarto que aluguei tem uma porta e uma janela - a largura dele é a largura da casa. À noite, abrindo tudo, tenho a sensação de estar deitado debaixo de céu aberto".
Oswaldo Goeldi - Rio, 16 de dezembro de 1930
GOELDI, Oswaldo. Correspondência a Alfred Kubin (Rio, 16/12/1930). In: RIBEIRO, Noemi Silva (Org.). Oswaldo Goeldi: um auto-retrato. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995. p. 166.


"Os horizontes infinitos que se abriram para mim ao contemplar a abundância dos seus [Kubin] trabalhos - 1930 na minha tão curta visitinha a Wernstein - e as palavras bondosas que o senhor me dirigiu obrigam-me a ser-lhe eternamente grato. O que na ocasião me pareceu novo, nos seus trabalhos, era o comovente - a emoção que transmitem, ao contrário de outras criações, que nos agradam mais pelo seu alcance. Não sei se consegui me fazer entender. Foi uma experiência fortíssima para mim. Alguns dos trabalhos de Munch, e, principalmente, os desenhos de Van Gogh me falam intimamente. Nos trabalhos de Van Gogh sente-se o nervo exposto, dolorido, mas me agradam muito. Porém, ninguém tem como o senhor esta envergadura, esta riqueza; ninguém exprimiu tão fortemente o seu eu mais íntimo - isto eu digo sem entusiasmo cego".
Oswaldo Goeldi - Rio, 8 de maio de 1933
GOELDI, Oswaldo. Correspondência a Alfred Kubin (Rio, 8/05/1933). In: RIBEIRO, Noemi Silva (Org.). Oswaldo Goeldi: um auto-retrato. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995. p. 170.


"Só Deus sabe quantas vezes eu pensei no que será o 'dia-a-dia de Goeldi'. Que me contou do clima, do mato verde, das andanças noturnas, do vaguear diurno, de excitantes verduras e frutas tropicais, etc. Mas, na pequena folha que mostra uma mesinha na beira-mar, o senhor realizou uma coisa até agora nunca vista - está vindo 'aquilo' - a noite profunda - foi 'uma vida realizada'".
Última carta de Alfred Kubin a Oswaldo Goeldi
7 de janeiro de 1951


"Fala-se muito hoje em inovações, em abrir caminhos, etc...Mas não se deve confundir experimentos técnicos com a verdadeira inovação. Todo artista realmente criador inova, e isso porque ele amplia seus meios técnicos na proporção de suas necessidades de expressão. Só essa inovação é legítima - a inovação que é ditada por uma necessidade interior. Inovar por inovar não tem sentido. Sei de artistas que passaram a vida toda inovando e não puderam fazer mais que "inovações"... Na verdade, muitas inovações em metal datam de 1950. Por outro lado, há exemplos de gravadores, como Jacques Villon, que, partindo da técnica tradicional, fizeram a passagem para uma maior síntese de formas, sem abandonar o verdadeiro sentido da gravura. Houve sempre na carreira de Villon um sábio equilíbrio entre técnica e criação sempre mais em profundidade. Villon é um verdadeiro clássico da gravura moderna. Outro que se pode colocar ao lado dele é Lionel Feininger com suas xilos e suas águas-fortes. Mas ponha-se uma gravura de Friedlander ao lado de uma de Villon: a de Friedlander some. Enfim, desde que artifícios e truques substituíram a gravura, não há mais propósito dizer se a gravura é boa ou má".
Oswaldo Goeldi
GOELDI, Oswaldo. In: BRITO, Ronaldo; ROESLER, Sílvia (coord.). Oswaldo Goeldi. Rio de Janeiro: Instituto Cultural The Axis, 2002. 228 p., il. p&b color. p. 208. [Entrevista de Oswaldo Goeldi a Ferreira Gullar para Jornal do Brasil, 12 de janeiro de 1957]



 


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